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José Rodrigues

35 horas à pressão

Há erros que se pagam muito caro.

José Rodrigues 18 de Janeiro de 2016 às 00:30
Há erros que se pagam muito caro. E as propostas para repor de supetão as 35 horas semanais de trabalho na Função Pública, sem estudos sobre as necessidades de pessoal nos serviços públicos, sem cálculos de custos adicionais, sem folgas orçamentais, apenas porque os partidos que apoiam o Governo assim o exigem, prometem ser um desses casos.

Ao contrário do BE, PCP e PEV, que exigem uma reposição rápida das 35 horas, o PS, jogando pelo seguro, propôs que a medida só entrasse em vigor no próximo dia 1 de julho, mas, perante a pressão daqueles partidos de esquerda e ameaças de greve por parte de sindicatos da Função Pública, mostra-se disposto a negociar, impondo porém condições. E bem, porque o consenso não pode prescindir do bom senso.

E o bom senso manda que o virar de página da austeridade prometido por António Costa não se faça como parece estar por estes dias a ser feito: de qualquer maneira, e segundo o lema que era precisamente o adotado pelo anterior Governo de Passos Coelho e Paulo Portas na sua sanha austeritária, e que a esquerda com razão tantas vezes criticou - o tristemente célebre "custe o que custar"…
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