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José Rodrigues

A estratégia do abutre

A poucos dias do Congresso, Passos Coelho não tem muito para mostrar ao PSD como resultado da sua ação na oposição.

José Rodrigues 28 de Março de 2016 às 00:30
A poucos dias do Congresso, Passos Coelho não tem muito para mostrar ao PSD como resultado da sua ação na oposição, e aposta tudo na reivindicação de um património ideológico que ele próprio não cuidou de preservar ("social-democracia sempre"), num esforço que chega tarde e não convence.

Forçado a ir para a oposição pelas regras do jogo democrático - algo que ainda hoje não assumiu, comportando--se como um espoliado -, o líder do PSD não logrou dar a volta, e marca passo. Tudo lhe corre mal: a ‘geringonça’ que lhe tramou os planos está afinada e promete durar mais do que ele previra; o antigo aliado na PAF distanciou-se, renovou-se, e fez-se pragmaticamente à vida; o novo Presidente da República segue o seu caminho muito próprio e não se coibiu até de defender o primeiro-ministro quando ele, Passos, tentou criar-lhe um embaraço; para cúmulo, começam a ouvir-se no PSD críticas abertas à sua liderança, com Morais Sarmento à cabeça.

Para sobreviver, Passos Coelho tem de se reinventar, e fazer algo mais do que ficar a aguardar pelo cadáver do Governo. A estratégia do abutre é uma opção fatal, que além do mais não serve nem os interesses do PSD nem do País.
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