Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
6
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

José Rodrigues

A opção da Lua...

A contestação à sua atuação sobe, a pressão sobre a sua pessoa aumenta.

José Rodrigues 29 de Fevereiro de 2016 às 00:30
A contestação à sua atuação sobe, a pressão sobre a sua pessoa aumenta, mas o governador do Banco de Portugal encara a situação com a mesma fleuma (o melhor seria dizer impassibilidade…) com que encarou os problemas no setor financeiro que se foram avolumando debaixo do seu nariz até rebentarem na cara de todos nós. Isso mesmo ficou claro na entrevista divulgada no fim de semana, em que ele desvaloriza até as críticas do primeiro-ministro, considerando que sentir incómodo com críticas é algo que não ‘joga’ com o seu estatuto de independente (o melhor seria dizer de inamovível…).

É Carlos Costa igual a si próprio, de pedra e cal inclusive na desresponsabilização que adotou desde o início como estratégia de defesa. No caso dos lesados do papel comercial do BES, a bola é passada, sem surpresa, à CMVM: "A CMVM tem a supervisão dos produtos, nós temos a supervisão das instituições." Como se os produtos fossem completamente alheios às instituições e ao Banco de Portugal não coubesse sempre a última palavra.

Diz o governador que não se pode enviar a fatura da resolução do BES para a Lua, mas a responsabilidade, pelo visto, pode ser enviada para lá...
Ver comentários