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José Rodrigues

Difícil de encaixar

O Presidente da República promulgou na semana finda o decreto-lei que permite aumentar em quase um terço o número de administradores da CGD e eliminar o tecto máximo imposto aos seus salários.

José Rodrigues 4 de Julho de 2016 às 00:30
O Presidente da República promulgou na semana finda o decreto-lei que permite aumentar em quase um terço o número de administradores da CGD e eliminar o tecto máximo imposto aos seus salários. Numa altura em que prepara um plano de reestruturação do banco público que passa pelo despedimento de milhares de trabalhadores, a decisão é, no mínimo, um escândalo.

Ao promulgar o diploma, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de recordar que as "remunerações existentes na CGD ultrapassam o tecto vigente no Estado", entre um mínimo de 7704 euros e um máximo de 16 578 euros mensais. Mas o Governo contrapõe que os aumentos se justificam por uma questão de concorrência com os bancos privados (esses que se têm destacado, como temos visto, pela sua gestão de excelência…).

O Presidente lembrou que vencimentos mais elevados implicam acrescida responsabilidade pelos resultados. Pode o Chefe de Estado ficar descansado que, com os chorudos vencimentos pagos aos génios da gestão, agora é que vai ser dinheiro em caixa na Caixa… Então e os trabalhadores? Bem, para estes, é como dizia o outro: "Não há dinheiro! Qual das três palavras é que não entendeu?..."
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