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Leonardo Ralha

Cor de burro quando foge

A Sexta-Feira Negra promete agitar os centros comerciais e outras grandes superfícies portuguesas.

Leonardo Ralha 25 de Novembro de 2016 às 01:46
Ainda mais globalizada do que o Halloween, a Sexta-Feira Negra promete agitar os centros comerciais e outras grandes superfícies portuguesas ao longo deste dia, com promessas de descontos que convencem os mais precavidos a adiantar as compras de Natal.

Conhecida por Black Friday do outro lado do Atlântico, e realizada na primeira sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças, foi instituída nos EUA, em 1932, como uma iniciativa em que as grandes lojas baixavam preços e alargavam horários, antecipando milhões de dólares em receitas. Assim se manteve ao longo das décadas, com a diferença de que alguns retalhistas passaram a abrir portas de madrugada e aumentou a frequência de episódios de violência e caos quando os consumidores correm em busca de pechinchas.

Sabe-se agora que a passagem da Black Friday para Portugal teve em conta as menos recomendáveis particularidades lusitanas. Nomeadamente a chico-espertice, pois algumas lojas aumentam de tal forma os preços na véspera que mais do que compensam os descontos publicitados numa sexta-feira que, em vez de negra, é da cor de burro quando foge.
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