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Leonardo Ralha

O que MAAT engorda

Será o MAAT o museu de que Lisboa mais precisava? Provavelmente não.

Leonardo Ralha 9 de Outubro de 2016 às 00:30
Ainda houve um susto com uma ponte pedonal, mas a inauguração do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) só trouxe infelicidade aos comerciantes que viram desaparecer clientes e aos utilizadores de Facebook confrontados com a dialética entre amigos que partilhavam fotos no novo espaço e aqueles que satirizavam o novo-riquismo - ou neoborlismo, pois as entradas são gratuitas até março de 2017.

Será o MAAT o museu de que Lisboa mais precisava? Provavelmente não. Melhor seria um Museu dos Descobrimentos ou um renovado Museu da Cidade que tirasse partido de realidade virtual, animação e interatividade para assegurar uma experiência comparável a uma viagem no tempo.

Mas o MAAT é o museu que o seu financiador pagou. Poderia até glorificar a Three Gorges, gigante chinês que controla a EDP, e o seu miradouro continuaria uma mais-valia. Todo o Tejo recuperado para a cidade vale mais do que o terceiro-mundismo dos tuk-tuk que marca a era de Costa e Medina.

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