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Leonardo Ralha

Parece que há bruxo

Há bruxos no nosso futebol, mas não são nem guineenses nem feiticeiros.

Leonardo Ralha 2 de Julho de 2017 às 00:30
Décadas de trabalho de professores como Karamba e Bambo espalharam em Portugal a fama dos feiticeiros guineenses, tornando menos impossível entender (e não tomar como código de outra coisa qualquer) aquela troca de e-mails entre um ‘doutor general’ da Guiné-Bissau e Luís Filipe Vieira, que descreve um contrato por objetivos ligado às vitórias do Benfica em diversas competições futebolísticas.

Mas alegar estatuto de católico para não saber nada de bruxaria, como fez Bruno de Carvalho, afastando intervenções sobrenaturais nas vitórias e derrotas, é esquecer a Bíblia. Nomeadamente aquela parte do Antigo Testamento, no Livro do Êxodo, que conta como Aarão e Ur tiveram de manter os braços do ancião Moisés levantados para o céu para que o exército de Israel, comandado por Josué, triunfasse sobre os amalequitas.

Parece que há bruxos no futebol português, embora não sejam guineenses nem feiticeiros. Há quem não acredite neles, mas que os há...
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