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Leonardo Ralha

Termos de comparação

Estes são os termos de comparação com Cavaco.

Leonardo Ralha 11 de Março de 2016 às 01:09
A mesma coerência apontada a Álvaro Cunhal, que sacrificou décadas de vida no combate a uma ditadura que queria substituir por outra, levou a que muitos tenham dedicado esta quarta-feira a enxovalhar Cavaco Silva.

Na hora do adeus à política ativa de quem foi dez anos primeiro-ministro e dez anos Chefe de Estado, vencendo cinco eleições, quatro com maioria absoluta de mandatos parlamentares ou de votos dos portugueses, apontaram todos os defeitos, reais e imaginários, a quem conseguiu a proeza de ser detestado pela direita e pela esquerda – não raras vezes em simultâneo.

Mas no balanço daquilo que fez a figura constante da política portuguesa nos últimos 30 anos, pense-se por instantes nisto: em tese, quem teria feito melhor, entre os contemporâneos, caso tivesse estado dez anos na Gomes Teixeira e dez anos em Belém? Soares foi quem mais se aproximou, sendo calamitoso no Governo e manipulativo no Palácio; Sá Carneiro será sempre uma incógnita; e Guterres fugiu do ‘pântano’. Os outros são Balsemão, Durão, Santana, Passos e... Sócrates.

Estes são os termos de comparação com Cavaco. Convém não o esquecer.
Álvaro Cunhal Cavaco Silva Chefe de Estado Gomes Teixeira Governo Palácio Sá Carneiro
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