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Leonor Pinhão

O triplo de nada

Não era nada disto que estava no programa quando Vieira foi ao Brasil buscar o Míster

Leonor Pinhão 9 de Janeiro de 2021 às 00:30
O Benfica que ia arrasar tudo e jogar o triplo entrou no ano novo em regime de ano velho, o pior ano civil de que há memória nos anais da Luz em termos de resultados práticos da sua equipa de futebol profissional. Convenhamos, em defesa do atual treinador, que o Benfica do anterior treinador não jogou literalmente nada que se visse de Janeiro até Agosto de 2020, quando a época acabou com a final da Taça de Portugal, pelo que, num exercício de aritmética simples, não há como não concluir que o triplo de nada é nada e que, portanto, Jorge Jesus não mentiu quando entrou em funções com aquele discurso aparentemente, mas só aparentemente, otimista. Ninguém sabe, nem pode saber, se nos seus meses de glória absoluta passados no Brasil ao serviço do Flamengo teve Jorge Jesus tempo, disposição ou sequer curiosidade em ver jogar o Benfica de Bruno Lage e em ver como a confortável vantagem com que a equipa do Lage entrou em 2020 foi desbaratada jogo após jogo até ao colapso final. É de crer que não. Tivesse Jesus sido um espetador atento do Benfica de 2019/2020 e, certamente, não seria surpreendido pelo Benfica que tem agora entre mãos e pelas gritantes disparidades do valor daquilo a que se chama "plantel".

O ex-treinador do Benfica regressou à casa onde foi feliz, e onde fez feliz muita gente, transbordante de otimismo, crente na construção de uma equipa de nível internacional que lhe permitisse dourar o seu currículo com mais uma quantidade de títulos impondo a sua marca no contexto do futebol europeu. Os adeptos e a crítica especializada entretêm-se por estes dias a não reconhecer neste Jorge Jesus o outro Jorge Jesus que, do banco, incendiava as suas equipas com descargas de adrenalina e de um bendito mau feitio que levava tudo à frente. Para piorar as coisas veio recentemente o próprio treinador reconhecer que não é "a mesma pessoa" dando pano para mangas aos teóricos da crise do Benfica. O olhar vazio, as expressões de incredulidade do treinador do Benfica a ver a sua equipa jogar são em tudo iguais ao olhar vazio e à incredulidade com que a maior massa adepta do país assiste aos jogos da sua equipa. Ora, não era nada disto que estava no programa quando Vieira foi ao Brasil buscar o Míster.

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