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Luís Campos Ferreira

Desengonçados

António Costa impôs a ‘lei da rolha’ aos serviços da Protecção Civil.

Luís Campos Ferreira 20 de Julho de 2017 às 00:30
Seguindo o exemplo do primeiro-ministro e seu secretário-geral, o PS parece ter ido a banhos antes de terminados os trabalhos parlamentares.

Os últimos dias mostraram um PS desengonçado com o governo e com ele próprio. Como se o espírito ‘silly’ da ‘season’ tivesse baixado todo de uma vez sobre a bancada socialista.

1 - O PS não consegue aprovar o relatório final da comissão de inquérito ao CGD, relatório esse de que era autor.

Faltaram dois deputados socialistas à votação, sendo que precisavam de pelo menos um deles para o documento passar. Pois foi chumbado e, diga-se, bem chumbado.

O modo como a maioria de esquerda lidou com esta comissão, levantando a todo momento entraves para que a verdade não fosse apurada (sobretudo, não respondendo à pergunta sobre a necessidade dos contribuintes colocarem mais 5 mil milhões de euros na CGD), acabou por ter um desfecho caricato mas justo.

O relatório chumbado mais não era do que um descarado branqueamento da verdade. Nem para eles próprios foram bons.

2 - Na maratona da aprovação da reforma florestal, o PS acaba a votar contra a proposta do registo de prédios sem dono conhecido, cujo autor é… o governo socialista.

A medida foi aprovada, sim, mas com os votos do PSD, CDS e BE. Quererão estes dois episódios dizer que a tão propagandeada máquina de coordenação e de comunicação socialista meteu água de vez e ficou desconchavada? Não sei.

Sei apenas que, depois do caos de desorientação e de inépcia que o governo socialista evidenciou na tragédia de Pedrógão Grande, algo mudou.

Mas sosseguem, António Costa não dorme em serviço e não deixa a comunicação por mãos alheias.

Tanto não deixa que impôs a ‘lei da rolha’ aos serviços da protecção civil, que passou a ter a comunicação controlada, perdão, centralizada em Lisboa. Mesmo que os fogos sejam na outra ponta do País.
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