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Luís Campos Ferreira

Reconstrução

O fim do estado de emergência a partir de sexta-feira acarreta mudanças efectivas e palpáveis à nossa vida colectiva.

Luís Campos Ferreira 29 de Abril de 2021 às 00:30
O fim do estado de emergência a partir de sexta-feira acarreta mudanças efectivas e palpáveis à nossa vida colectiva, que vão muito além da significação simbólica que muitos lhes possam atribuir. A primeira palavra que me ocorre é a de reconstrução. Reconstrução porque quando se olha para trás, para o que foi o ano de 2020 e os primeiros meses deste ano, o panorama é de uma grande devastação. Devastação económica e social para o país como um todo. E devastação pessoal para tantos milhares de pessoas, que perderam familiares e amigos para a covid-19. O primeiro passo dessa reconstrução será mesmo a um nível mais íntimo e profundo: há muitos lutos por fazer, revoltas e incompreensões interiores por aplacar, perdas por superar. Tudo isto leva tempo e exige um mínimo de tranquilidade pouco compatível com situações de excepção e de emergência. Depois, há outras dimensões urgentes para reconstruir. Há centenas de milhares de pessoas que perderam o seu trabalho e meio de subsistência e se viram atiradas para situações de grande fragilidade ou mesmo de pobreza. Há milhares de empresas que tiveram que fechar, suspender ou reduzir ao mínimo as suas actividades, algumas com capacidade para se reerguerem mas muitas condenadas à falência. Há muita gente que ficou efectivamente para trás, porque se viu dependente dos apoios do Estado, sempre tardios e insuficientes. Há desigualdades que a pandemia destapou e intensificou de forma gritante e que agora é impossível ignorar. Há serviços do Estado, em especial os da saúde, levados ao limite e à exaustão e que precisam de se recuperar, para que o acesso dos cidadãos a esses serviços retomem a possível normalidade. Há, enfim, um país inteiro a reconstruir, num contexto global também ele afectado por males semelhantes aos nossos. Vamos conseguir? A pandemia lembrou-nos, dolorosamente, que nada é adquirido. Passar a ter isso presente talvez seja bom para o futuro.
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