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Magalhães e Silva

Venezuela

Assembleia Constituinte é estrada aberta para a ditadura. Mas que ninguém aposte na rua.

Magalhães e Silva 6 de Agosto de 2017 às 00:30
Quando se fala de Cuba, verbera-se a ditadura e a continuada violação dos direitos humanos, mas fala-se pouco ou nada da ditadura de Fulgêncio Baptista, que Castro derrubou e que mantinha o Povo cubano na mais sórdida miséria, e Cuba bordel americano. Percebe-se, por isso, o fascínio da minha geração.

Hoje vive-se mal em Cuba? Vive-se, mas antes de Castro vivia-se bem pior; o que não desculpa a ditadura nascida da Sierra Maestra, mas dá a Castro o haver a que tem direito. E depois, há ainda a máfia de Miami, que pede meças ao castrismo em opressão e violência de sinal contrário.

Vem isto a propósito de Chávez, personagem de opereta, é certo, que errou, clamorosamente, na monocultura do petróleo, mas melhorou, significativamente, a vida de milhões de venezuelanos; e desta trágica farsa de Nicolás Maduro, que pressagia o pior para uma terra de tradicional emigração portuguesa.

Mas também aqui não haja enganos. A Assembleia Nacional, democraticamente eleita, é uma instituição de mínima genuinidade, e a Assembleia Constituinte, estrada aberta para a ditadura. Mas que ninguém aposte na rua, porque aí quem sobretudo comanda são máfias tão deletérias como as cubanas de Miami.


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