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Magalhães e Silva

Reformar

Centeno no Eurogrupo não aumenta nem diminui a nossa produtividade.

Magalhães e Silva 10 de Dezembro de 2017 às 00:30
Quando Merkel acusou os trabalhadores portugueses de serem preguiçosos, ou Dijsselbloem bolsou que gastávamos o que tínhamos e não tínhamos em copos e bordéis, houve legítima e generalizada indignação nacional, tanto pelo insulto que falseava a realidade, como por deixar na sombra o que verdadeiramente importa e que, em parte, é filho do estado em que se encontra a Europa.

É que o facto de os portugueses trabalharem mais horas do que os alemães desmentir a atoarda da Chanceler só torna mais grave que a nossa produtividade seja metade da alemã e da francesa, um terço da do Luxemburgo (quase tão português como o Minho), e cinquenta por cento inferior à espanhola; como a situação que vivemos a partir de 2011 não é filha legítima dos desmandos do Sócrates pós-2009, mas irrecusável bastarda da falta de mecanismos de coesão no âmbito da UE.

Neste impasse, continua a faltar a divulgação pública das razões que levam a esta situação de trabalhar muito e produzir pouco e a pública definição de políticas que, mesmo no colete-de-forças do Euro, permita recuperar, minimamente, da servidão em que às horas trabalhadas não corresponde o rendimento possível.

Reformar é, sobretudo, isso.
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