Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
1
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Magalhães e Silva

Chega de Rei!

A sombra da União Nacional ainda paira no Palácio de Belém.

Magalhães e Silva 17 de Janeiro de 2016 às 00:30
Democracia não é apenas eleger e ser eleito; é também o reino da diversidade e, por via dela, do conflito político.

As campanhas presidenciais dos últimos 30 anos têm, todavia, evidenciado que, na sociedade portuguesa, se mantém o vírus, repetidamente injetado por Salazar, de que a clarividência de ideias é incompatível com a diferença de opinião, logo, com a controvérsia e o conflito de ideias e de projetos, que são da essência da democracia. E, por isso, os candidatos à Presidência da República desfazem-se em independência e isenção, equidistância partidária, árbitros em vez de contendores.

É a nostalgia do Rei constitucional, versão século XIX.

Ora, se é para manter um chefe de estado eleito por sufrágio direto, então, prefiro alguém que tenha programa político, coincidente, ou não, com o do governo, ao tempo da eleição; e que a função presidencial também comporte censura ao governo; obstáculo, via veto político, às suas medidas; no limite, em caso de conflito insanável, com dissolução da Assembleia da República e chamada do Povo a eleições, para que se decida por um dos contendores.
Para o que não é necessário rever a Constituição da República. Basta a que temos, mas lida assim.
Magalhães e Silva opinião
Ver comentários