Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
6
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Magalhães e Silva

Gaspar II

Se a coligação ganhar, aí vem Gaspar II.

Magalhães e Silva 26 de Setembro de 2015 às 00:30
É, seguramente, o tema das últimas 48 horas. Em desinformação, e por várias linhas.

Antes de mais, os 4,9 mil milhões de euros já faziam parte do empréstimo da troika e já tinham sido gastos, aquando da resolução do BES; logo, sem efeito na dívida. E porque não se trata de um gasto que se repita, é irrelevante, por mais que 7,2 de défice encha o olho, para as contas de 2014.

Isto que é assim deixa na sombra o essencial: o enorme dano que a situação, com inelutável probabilidade, vai causar. Em duas linhas: o Novo Banco não vai ser vendido por 4,9 mil milhões de euros – que foi o empréstimo para a resolução – nem por nada que se pareça, e a diferença vai ser défice no ano em que ocorrer. Depois, é forçosa – discute-se apenas a medida – a recapitalização, em 2015, do Novo Banco, e o défice deste ano – dobrado contra singelo – irá acima dos 3%.

Adeus ajudas ao investimento do plano Junker, adeus acesso a fundos vários, que afinal o bom aluno tem… negativa.

Se a coligação ganhar, aí vem Gaspar II.
dívida BES Novo Banco Junker eleições legislativas
Ver comentários