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Mário Nogueira

Catalunya

Assistimos a uma tremenda lição de civismo dada pelo povo catalão.

Mário Nogueira 3 de Outubro de 2017 às 00:30
Favoráveis ou não à independência, os catalães exigem respeito pelo direito de decidir o seu futuro. Nesse sentido, nas últimas semanas assistimos a uma tremenda lição de civismo e democracia dada pelo povo catalão, apesar de confrontado com ameaças e, no dia em que referendaram o seu futuro, com uma repudiante violência desferida por uma força policial que parecia estar ainda ao serviço de Franco.

Neste processo, as escolas e as comunidades educativas, com os professores na primeira linha, abriram-se ao exercício democrático, sendo vergonhosa a forma como, nesses espaços em que se constrói o futuro, o estado espanhol agrediu cidadãos, arrombou portas e roubou material indispensável ao ato cívico.

Alega Madrid que o referendo catalão desrespeita a constituição espanhola, pois esta não prevê o direito à autodeterminação de catalães (nem bascos, galegos ou outros povos de nação integrada no estado espanhol).

E então? Em 1640 não era legal Portugal restaurar a independência, mas ainda hoje festejamos com feriado. E em 1974 era legal os portugueses livrarem-se do fascismo? Não era, mas os cravos falaram mais alto. Os mesmos cravos que no domingo já espalharam aroma pela Catalunha.
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