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Mário Pereira

O desafio final pode valer por todos

Jesus ganha 3-0 a Vitória, mas quem ri por último ri melhor

Mário Pereira 5 de Março de 2016 às 00:30
Cada um dos três dérbis disputados nesta temporada, entre Sporting e Benfica, teve a sua história. Antes de cada um deles se aumentou a carga de tensão inerente, por uma razão ou outra. Recapitulemos. O primeiro de todos, na Supertaça, marcava desde logo o reencontro de Jorge Jesus com o clube de onde acabara de sair como campeão nacional. Emoções ainda a ferver, de um lado e de outro, como se de um ajuste de contas se tratasse. Ganhou o Sporting, 1-0. Seguiu-se o jogo do campeonato. Tensão a subir, expectativa crescente, porque o jogo era na Luz, aonde Jesus iria regressar após a ‘fuga’, e porque Rui Vitória já tinha então tido tempo para medir o pulso à nova realidade que era tomar conta da equipa de um grande. A desforra era ali. Ganhou o Sporting, 3-0. Uns dias mais à frente, dérbi em terceira edição, em Alvalade, para a Taça de Portugal. Emoções ao limite, porque agora seria a eliminar. Mais promessas de desafronta no ar, havia o desafio da improbabilidade de Jesus ganhar três vezes seguidas ao Benfica (de onde não saiu a bem), tensão no limite. O Sporting venceu por 2-1. E feitas as contas, Jesus ganha por 3-0 a Vitória.
As duas equipas voltam hoje a defrontar-se. Estamos no zénite da emoção. Se Jorge Jesus voltar a ganhar, é a figura do ano e merece indiscutivelmente o campeonato. Se for o Benfica, Rui Vitória fica lançado para o título e terá o mais saboroso de todos os triunfos. Redime-se das derrotas passadas e acaba a sorrir. E como diz o ditado, quem ri por último é que ri melhor.

Ensaio geral da final da Taça de Portugal
Um capricho de calendário junta amanhã FC Porto e Sp. Braga, poucos dias depois de ambas as equipas terem garantido acesso à final da Taça de Portugal, que se realiza em maio. Jogo de risco para os dragões, que terão de aproveitar as sobras do dérbi, pois alguém ali irá perder pontos.

Época de ouro
Ainda o Sp. Braga: esta está a ser uma época fabulosa para o clube minhoto, que continua presente em todas as frentes. Mérito para o treinador Paulo Fonseca, que está a dar lições de gestão no Minho.

Desafio pessoal
Jonas é o melhor marcador do Benfica desde a época passada. Na Luz renasceu para a glória e ali encontrou o seu espaço natural de caça, qual predador. Falta-lhe, contudo, mostrar que frente aos grandes também é letal. Será desta?

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