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Miguel Alexandre Ganhão

As perguntas que têm de ter resposta

Um banco problemático que tinha dois administradores nomeados pelo Estado e três representantes na Comissão de Auditoria.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 24 de Dezembro de 2015 às 00:30
Mais um ano que passou, mais um banco que se afundou no poço da resolução. Na comissão de inquérito que, inevitavelmente, o Banif vai gerar, existem perguntas que não podem ficar sem resposta. Eis alguns exemplos:

1 - Desde que recebeu dinheiro do Estado, em 2012, o Banif teve sempre dois administradores nomeados pelo Estado. Um deles foi António Varela, que passou do Banif para o Banco de Portugal. Além destes, o banco tinha uma Comissão de Auditoria também com três elementos nomeados pelo Estado. O que estiveram estas pessoas a fazer para não descobrirem um buraco de três mil milhões?

2 - Ao longo dos últimos três anos, o banco foi objeto de várias auditorias, muitas delas pedidas pelo Banco de Portugal e realizadas por duas consultoras internacionais: a E&Y e a PriceWaterhouseCoopers. As contas anuais e semestrais foram sempre auditadas. Nunca detetaram nenhuma irregularidade?

3 - Abriu-se um concurso estruturado a nível internacional para a venda da participação do Estado (60% do capital). Apareceram seis interessados e, num fim de semana, o Banco de Portugal decide vender o banco aos espanhóis do Santander. Porquê?

A fotografia que reproduzimos acima diz respeito à assinatura de um protocolo de apoio do Banif à equipa de futebol do Nacional da Madeira para a época 2015/2016, à semelhança de outro que o banco celebrou com o Marítimo. Como é que um banco, sob fiscalização exaustiva da Direção-Geral da Concorrência, de Bruxelas, continua a apoiar financeiramente o futebol?
Por último, de referir que a seguradora Açoreana continua nas mãos dos herdeiros de Horácio Roque (51%) e o Estado tem 49%.

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O ministro escondido no carro à espera do avião para o Marão
A cerimónia de inauguração da linha aérea Bragança-Portimão-Bragança ocorrida na quarta-feira em Tires (Cascais) foi digna de um filme cómico. Convidado  para o evento, o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, escondeu-se no carro oficial, fora do aeródromo, e só entrou a correr para o avião quando este se preparava para levantar voo rumo a Vila Real. O ministro queria boleia para visitar o túnel do Marão.
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