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Miguel Alexandre Ganhão

Espiões sem avaliação psicológica

Candidatos já fizeram o exame de cultura geral e preparam-se para começar as provas específicas de acesso aos serviços.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 8 de Outubro de 2015 às 00:30
O concurso lançado pelos Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP) continua, apesar dos percalços iniciais com a divulgação dos endereços de email dos candidatos. Os futuros espiões já terão feito o exame de cultura geral e vão passar agora às provas específicas. Mas o rigor da avaliação dos potenciais e dos atuais elementos do SIRP está a ser colocado em causa por ex-elementos daquela organização, que criticam a falta de avaliação psicológica dos agentes à medida em que progridem na hierarquia.

A falta de um "sinal de alarme" que possa identificar "desvios de personalidade", muitas vezes corporizados num exorbitar de funções e na utilização de meios ilegais, é uma exigência antiga entre os "históricos das secretas" que apontam o caso de Silva Carvalho como um episódio paradigmático daquilo que poderia ser evitado ou, pelo menos, reduzido na sua dimensão.

A exigência de uma avaliação de dois em dois anos é uma das propostas que se estudam para evitar os "desvios de personalidade", muitas vezes não detetados pelos próprios colegas de serviço.

Esta sugestão surge numa altura em que as secretas são solicitadas para funções acrescidas de vigilância, como aconteceu esta semana com a constituição da Comissão de Coordenação das Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo.

As ações de intrusão e captura de dados financeiros têm vindo a aumentar no nosso país, como é o caso relatado num livro lançado recentemente, em que uma equipa de operacionais de uma "secreta estrangeira" conseguiu penetrar em vários dados bancários de cidadãos portugueses.

André Silva preserva intimidade de ‘Nilo’: Deputado do PAN fez campanha com uma cadela emprestada
A grande surpresa das eleições (além da subida do Bloco) foi o PAN – Pessoas-Animais-Natureza, um novo partido político, que elegeu André Silva como o seu primeiro deputado.

André tem um cão chamado ‘Nilo’, mas as fotos de campanha foram tiradas com uma cadela emprestada, a ‘Ollie’. Parece que o novo deputado preserva a intimidade do seu animal de estimação, algo de que terá de abdicar como figura pública.

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A Coligação abusou da carne assada e Rui Batista mereceu um cartão especial na Internet.


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