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Correio da Manhã

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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

O economista que irritou o governador

Mota Soares chegou a apresentar queixa.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 7 de Maio de 2015 às 00:30
É o homem de quem se fala. Coordenou o programa económico do Partido Socialista, desdobrou-se em entrevistas e foi convidado pelo Presidente da República para discursar na última edição da conferência internacional ‘Roteiros do Futuro’.

Mário José Gomes de Freitas Centeno licenciou-se em Economia no ISEG e obteve o grau de mestre em Economia pela Universidade Técnica de Lisboa, com a classificação de Muito Bom, em 1993. Um ano depois, entra no Banco de Portugal, e é como bolseiro do banco que, durante cinco anos (1995-2000), vai para Harvard, nos Estados Unidos, para se doutorar em Economia.

Com a entrada da troika, em 2011, Centeno é nomeado como um dos elementos encarregados de fazer a ponte entre os credores internacionais e o governo. E é aí que as coisas começam a azedar. Ministros e secretários de Estado que se reuniram com Centeno começam a queixar-se do "fundamentalismo" do economista. Em vários dossiês, "Centeno era mais troikista do que a própria troika", diz um dos vários governantes que tiveram de negociar com o economista. O próprio ministro Mota Soares faz queixa dele ao governador... mas não é o único. Quando, em 2013, o Banco de Portugal abre concurso para economista-chefe, Centeno candidata-se e fica em primeiro lugar perante um júri independente. Mas os anticorpos criados levam o governador a vetar o seu nome. Para o lugar de diretor do Departamento de Estudos, é escolhida Maria Rio de Carvalho. Centeno mantém o braço de ferro e recusa ser diretor-adjunto. É enviado para o 8º andar, o lugar dos consultores da administração.

Não há tailandês nenhum que engane os portugueses

O grupo tailandês Minor queria ficar com os hotéis Tivoli. Começou por comprar as duas unidades que os Espírito Santo tinham no Brasil. E em Portugal compraram logo mais quatro hotéis (Avenida da Liberdade, Marina de Vilamoura, Carvoeiro e Portimão). Mas... não contavam que a exploração estivesse concessionada a outros donos por 50 anos. Os mesmos que têm os outros oito hotéis da marca. Assim, ficam só a receber uma renda.

O cromo da semana
Nuno Sá (PS) foi ao Parlamento com a melhor argumentação possível: o CM na mão! O debate era sobre a "situação laboral e o desemprego" e na primeira página estava lá tudo.

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