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Octávio Lopes

A verdade com árbitros estrangeiros

Quem leva a mal se for um árbitro estrangeiro a dirigir o dérbi?

Octávio Lopes 30 de Dezembro de 2017 às 00:30
A poucos dias de um escaldante Benfica-Sporting, a FPF informou ter contratado David Elleray para ajudar os árbitros portugueses a compreenderem melhor o vídeo-árbitro (VAR). Fez bem. Elleray é um antigo juiz inglês que integra a estrutura que regulamenta as regras no futebol. Sabe bem como deve funcionar o VAR. Mas a FPF podia ter ido mais longe.

Depois do atestado de incompetência que passou aos árbitros lusos podia ter dado o passo seguinte: chamar para o dérbi da Luz um árbitro estrangeiro.

Se tal sucedesse, seria bonito de ver qual dos dois clubes iria manifestar a sua oposição. Aqui tanto dá se for de forma oficial ou através de algum pau-mandado. Os senhores do apito, esses, reagiriam, porventura, com mais uma ameaça de greve.

Tendo em conta a mediocridade geral dos árbitros portugueses e o momento escaldante do denominado desporto-rei nacional, pagar a um estrangeiro para dirigir tão importante partida seria uma medida higiénica, saudável e defensora da verdade desportiva, que tanto tem sido atropelada nos últimos anos. Fernando Gomes teve uma coragem tremenda quando avançou com o VAR.

Sabia que estava a mexer com os atuais donos disto tudo. Quem lhe irá levar a mal se optar por um árbitro estrangeiro para os jogos que podem decidir títulos? Só quem não estiver no seu perfeito juízo.
Opinião Octávio Lopes
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