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Octávio Lopes

Apito ao fundo com coisas esquisitas

Conselho de Justiça da FPF atirou para o lixo parecer de Freitas do Amaral.

Octávio Lopes 22 de Julho de 2017 às 00:30
O FC Porto e Pinto da Costa já podem respirar de alívio: o Apito Final foi finalmente ao fundo. O clube já pode contabilizar mais seis pontos da época da vergonha e o dirigente pode continuar a receber árbitros em casa que ... ‘no pasa nada’.

No meio de tudo isto, o Conselho de Justiça da FPF, presidido por Santos Serra, e o anterior Conselho de Disciplina, que foi liderado por Herculano Lima, vão ficar para a história por terem dado a machadada final num dos períodos mais vergonhosos do futebol português.

E tudo aconteceu mesmo: basta ouvir as escutas. Nos processos que ilibaram Pinto da Costa, há pelo menos um denominador comum: uma reunião do Conselho de Justiça realizada em julho de 2008, que confirmou as penas aplicadas pela Comissão Disciplinar da Liga.

Os tribunais tiveram decisões opostas. Num processo, a reunião existiu e foi legal - tal como consta num parecer do insuspeito Freitas do Amaral, pedido pela FPF; noutros, a reunião foi ilegal.

Em causa, o facto de dois conselheiros (Gonçalves Pereira e Costa Amorim) se terem ido embora quando perceberam que iam perder a votação, que acabou por condenar Pinto da Costa e o FC Porto por corrupção.

O CD de Herculano Lima e o CJ de Santos Serra borrifaram-se para a decisão do tribunal que validou a reunião. Objetivo: limpar o FC Porto e Pinto da Costa da trapalhada em que se meteram. E, afinal, para que serve o Tribunal Arbitral do Desporto?
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