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Padre António Rego

A 13 de Maio

Tudo veio ao de cima na celebração destes dias.

Padre António Rego 14 de Maio de 2017 às 00:30
Tal como "não se nasce impunemente nas praias de Portugal", não se passa impunemente três dias em Fátima, num acontecimento que reúne tantos dados e tempos: o Centenário das Aparições, lembrando que cem anos de experiência religiosa de milhões de pessoas tornam difícil demonstrar que se trata dum engano coletivo.

Será injusto classificar um povo crente como desenganado da vida que só na religião encontra saída; a canonização de duas crianças, fora de Roma, com o significado teológico que contém; o facto de serem crianças - São Francisco e Santa Jacinta - que envolvem uma outra criança, de nome Lucas, no argumento mais forte - o milagre - para a canonização; a fé dum povo que associa a sua história ao catolicismo e o sabe celebrar publicamente; a visita dum Papa herdeiro dum respeito pela religiosidade popular e que granjeou uma empatia invulgar pela conceção de Igreja, mundo, atualidade e sentido da existência; um espaço que ultrapassa o termo das peregrinações e se multiplica em aprofundamentos de questões que enquadram o eterno e o agora.

Tudo veio ao de cima na celebração destes dias, onde a luz das velas significou o sentido da iluminação que o Evangelho e a Mãe de Jesus proporcionam ao mundo de hoje.
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