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Paulo Fonte

Campanha livre de ideias

Quanto a propostas para Portugal, há um empate. Pela negativa.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 21 de Janeiro de 2016 às 00:30
Nem de propósito, ao percorrer algumas capas da revista brasileira ‘Veja’, retenho, pela ironia, uma de outubro de 2010. Toda em branco, apenas com uma frase: "As grandes propostas para o Brasil feitas na campanha presidencial."

Foi no outro lado do Atlântico, poderia ser em Portugal na atualidade. No domingo, os eleitores vão às urnas desprovidos de conhecimento quanto às ideias para o País, o único farol é a cor partidária de alguns candidatos. E no que se refere ao PS, até isso é um mistério.

Marcelo Rebelo de Sousa aposta todas as fichas numa estratégia de afetos para ocultar uma campanha sem compromissos. Beijinhos, abraços e muita ternura. Muitos dirão não precisar de fazer mais nada, mas a qualidade do debate democrático merecia outro esforço.

Maria de Belém e Sampaio da Nóvoa disputam entre si o eleitorado socialista. Estão mais preocupados em ficarem à frente um do outro do que em derrotarem o candidato da direita. A antiga ministra, polémica por desafiar o partido ao não articular a sua candidatura, já veio mesmo exigir os votos do PS num tom arrogante que em nada a favorece. Quanto a propostas para Portugal, há um empate. Pela negativa.
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