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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Paulo Fonte

Erros crassos e abutres

A ministra da Administração Interna desfruta, por fim, das férias adiadas, mas vai 100 mortos atrasada.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 19 de Outubro de 2017 às 00:30
A ministra da Administração Interna desfruta, por fim, das férias adiadas, mas vai 100 mortos atrasada. Marcelo puxou dos galões e encostou à parede um teimoso primeiro-ministro, a forma rasteira como alguma oposição se aproveita da calamidade dos incêndios revela não ter condições para ser oposição, quanto mais Governo.

Resta perceber se isto significa um verdadeiro ponto de viragem na política das florestas e de combate aos incêndios ou se tudo cai no esquecimento, para apenas nos lembrarmos quando as chamas consumirem o pouco que resta.

E, já agora, pede-se um pouco de sensibilidade e bom senso, de modo a que um secretário de Estado não pegue na máxima de Kennedy - "Não perguntem o que é que o vosso país pode fazer por vocês, perguntem o que é que vocês podem fazer pelo vosso país" - e sugira terem de ser as comunidades a apagar os fogos, já que os bombeiros não têm mãos a medir porque o planeamento foi incorreto.

Perante esta demissão do Estado passemos a uma nova fase, aquela em que os cidadãos podem declarar a independência unilateral dessa estrutura mastodôntica. Se agora o Estado abandonou as pessoas à sua sorte, pior não é possível.
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