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Paulo Fonte

Um líder na corda bamba

O líder social-democrata entrou em 2017 com a mesma postura agoirenta e catastrofista, a sua imagem de marca do ano findo

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 5 de Janeiro de 2017 às 00:30
O líder social-democrata entrou em 2017 com a mesma postura agoirenta e catastrofista, a sua imagem de marca do ano findo. Está visto que nem o repasto com o Presidente da República o fez mudar de perspetiva em relação a uma forma de estar até já longe de convencer os mais próximos.

Para quem não se importava de perder as eleições se isso significasse salvar o País, Pedro Passos Coelho sabe agora que apenas uma nova crise financeira e consequente resgate pode salvar o seu partido de sofrer um descalabro nas urnas e de ele próprio ser afastado da liderança. Se o diabo não vier nos próximos meses, o seu destino está traçado. E não é necessário ser mago para adivinhar esta evidência.

Numa ‘newsletter’ do PSD publicada esta semana e enviada aos militantes, coisa nova e moderna, Passos Coelho acusa o governo de não ter conseguido aproveitar "as vantagens da política monetária europeia". O que se precisa, escreve, "é de enterrar as políticas de reversão". Nada de novo para quem foi mais além do que a troika exigia, para quem a única política posta em prática foi a de contenção executada durante todo o mandato. Afinal, sabe-se agora, até é possível soltar um pouco o garrote.
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