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Paulo Fonte

Vitória de quem sofre

Passos Coelho reclama para o seu governo o crescimento do PIB, a visita do Papa, o tetra do Benfica e a vitória de Salvador.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 18 de Maio de 2017 às 00:30
Passos Coelho reclama para o seu governo o crescimento do PIB, a visita do Papa, o tetra do Benfica e a vitória de Salvador. António Costa chama para si o troféu na Eurovisão, a conquista histórica dos encarnados, o sucesso do Papa Francisco em Portugal e o brilharete da economia. E ainda acrescenta o regresso do bom tempo.

Fiel da balança, Marcelo Rebelo de Sousa, o homem habituado a todos elogiar num corrupio desenfreado, estaca a marcha e pede que se evite o deslumbramento, pernicioso para a evolução. Somos mesmo um país de fogo-fátuo, a vacilar entre o tremor da depressão e os excessos do otimismo. E nada indica que vamos mudar.

Andamos de peito cheio por estes dias. Ainda não crescemos o suficiente como povo para sabermos tentear os estados de espírito na medida certa, realista.

O Presidente da República recusa entrar no comboio dos excessos e pede contenção nos festejos. O país está melhor? Ótimo.

Quem é o responsável por tal façanha? Sem dúvida alguma a massa anónima, eterna sacrificada que com esforço consegue sobreviver a políticas violentas e inqualificáveis e a autores dessas medidas apenas com máquinas de calcular na cabeça.
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