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Paulo João Santos

O outro Marquês

Há que pensar o que fazer para a festa não dar lugar à desordem, ao caos.

Paulo João Santos 3 de Maio de 2021 às 00:33
Agitam-se cachecóis e bandeiras à passagem dos heróis. O ambiente é de festa. Veem-se muitas crianças ao lado dos pais. Há fumo verde no ar e gargantas afinadas: "Só eu sei...". Faltam sete pontos. Apenas sete. A onda vem crescendo à medida que se percebeu que o sonho era possível, 19 anos depois. Um mar de gente preparada para desaguar no Marquês.

Não sei se a Direção-Geral da Saúde já pensou no assunto – conhecendo o que a casa gasta acredito que não - nem o que passa pela cabeça de Medina, Cabrita, António Costa. Sabe-se que o primeiro-ministro é avesso ao desconfinamento futebolístico, vá lá saber-se porquê. A pandemia está controlada, o almirante meteu a tropa na ordem, aplaudem-se manifestações, acarinham-se celebrações, há gente por toda a parte. Tanta, que já quase não nos lembramos de como era ‘antes’, ainda não fez uma semana.

Mas não há como travar a primavera leonina. E se António Costa ignorou o outro Marquês, a este não há como fugir. Será mais que uma onda, será um tsunami. É altura de pensar seriamente no assunto, para que a festa não dê lugar à desordem, ao caos.
Marquês António Costa política
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