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Paulo Rodrigues

Nova época

Polícias não serão mão de obra barata em proveito dos clubes de futebol.

Paulo Rodrigues 22 de Julho de 2017 às 00:30
A PSP é responsável pela segurança de 70% da população e 95% das zonas urbanas sensíveis, pelo processamento de 52% da criminalidade geral e de mais de 70% da criminalidade violenta e grave. Os polícias apreenderam 6885 armas, concluíram 98 950 inquéritos e mais de 16 000 operações de policiamento desportivo – dados oficiais de 2016.

Tudo à custa de profissionais que, além de continuarem a sofrer com o corte de direitos, ainda lhes é exigida a responsabilidade dos seus atos sem quererem perceber as limitações a que estão sujeitos. Este trabalho é resultado da carolice dos polícias, sob pressão constante.

Não podemos desvalorizar os suicídios que têm assombrado a PSP. Recentemente houve mais um caso e – custa admitir – a PSP tem a sua quota de responsabilidade. A falta de meios e de reconhecimento pelo trabalho de- senvolvido é um sinal de que o Governo desvaloriza o efetivo da PSP.

Vai iniciar-se a nova época desportiva e a ASPP/PSP deixou claro que não admitirá a utilização dos polícias como mão de obra barata, em proveito dos clubes. Do Governo, nem uma palavra. E os polícias serão obrigados a reagir. Depois não nos peçam responsabilidades pelas consequências dos protestos.
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