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Pedro Santana Lopes

Marcar a diferença

Os partidos que estão à direita do governo têm de encontrar o seu lugar e caminho.

Pedro Santana Lopes 14 de Julho de 2017 às 00:30
1. É a primeira nota deste texto, a de homenagem a Américo Amorim e à sua vida de projetos e de obras, de tanta realização enquanto empresário de sucesso. Homem do Norte, de nascimento, espalhou a atividade por muitas zonas do País e do mundo. Tive a oportunidade de conhecer em particular a sua paixão pelo Alentejo e pela atividade agrícola que desenvolvia nas suas propriedades.

Gostava da discrição, nunca foi de grandes intervenções públicas. Construiu muito, certamente com os seus lucros pessoais mas também com muitas vantagens para a economia portuguesa e para muitas famílias deste País.

2. Uma questão política muito relevante nos próximos meses será, novamente, a da conciliação entre as exigências de Bruxelas e as exigências da maioria parlamentar, principalmente, do PCP e do Bloco de Esquerda. Falo, obviamente, de exigências ao Governo que desta vez terão na base boas razões.

O problema, no primeiro e no segundo Orçamentos deste Governo, era saber como se conciliariam as exigências das devoluções de rendimentos vertidas no acordo da maioria e as exigências de disciplina orçamental e de metas acordadas com a UE.

Desta vez, o que está em causa é saber se é preciso ir tão longe na redução do défice ou se, como querem os partidos mais à esquerda, deve ser intensificada essa política de benefício dos rendimentos das pessoas e das famílias.

Os números da primeira parte do ano, sobre a execução orçamental, não mostram um valor que demonstre um défice muito diferente de 2016 mas o segundo semestre tende, normalmente, a ser mais favorável. Há quem projete a possibilidade de um défice mesmo perto de 1% quando não abaixo desse valor.

A acontecer, na perspetiva de Bruxelas e dos que mais se preocupam com a consolidação orçamental, estaríamos perante uma verdadeira proeza. Se for esse o quadro, ou se vier a ser esse o quadro, resultará, em boa medida, de um crescimento da economia portuguesa superior ao esperado. Mas o Bloco e o PCP quererão, certamente, aproveitar a folga para outro tipo de opções.

Ora, nessa situação, os partidos que estão à direita do Governo têm de encontrar o seu lugar e o seu caminho. Podem dizer que o Governo, em boa medida, está a assumir os objetivos e as orientações do Governo anterior e que até os ultrapassa.

Mas isso não chega e soa, sem dúvida, a estranho quando se vê o PSD e também o CDS a reclamarem por mais investimento, que é também mais despesa. É compreensível o que dizem mas não tem sido fácil de passar. Como também é estranho, de facto, que este Governo possa ser acusado de fazer menos investimento público do que o anterior.

PSD e CDS têm de encontrar os domínios setoriais onde pretendam marcar as suas diferenças porque na política macroeconómica e mesmo na gestão orçamental – para além da questão do volume das cativações – ser-lhes-á difícil fazê-lo. 

MEO Marés vivas em Gaia 
Pelo sexto ano consecutivo, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa participa no festival MEO Marés Vivas, um evento musical que tem início hoje em Vila Nova de Gaia e cujo cartaz integra a atuação de jovens talentos nacionais no Palco Santa Casa, como são os casos de Agir, Diogo Piçarra, Os Quatro e Meia, João Pequeno e os Átoa.

Sob o lema ‘O Melhor do Festival Toca a Todos’, e à semelhança do fim de semana passado no NOS Alive, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa disponibiliza, durante os três dias de espetáculo, duas plataformas – no palco MEO e no palco Santa Casa – para que pessoas com mobilidade reduzida ou condicionada tenham a oportunidade de participar nesse grande festival do Norte do País.

O festival vai também ter um espaço dedicado à comédia e ao humor. 

FIGURAS
LUA CHEIA

Fernando Gomes e a seleção de sub-19
Mais uma seleção portuguesa de futebol, neste caso a de Sub-19, está numa final europeia. Vai disputar o jogo decisivo do Campeonato Europeu frente à Inglaterra.  Sem dúvida uma proeza. 

QUARTO CRESCENTE
Rui Moreira e a escolha do porto para a EMA
É sem dúvida uma vitória para o Porto a decisão final do Governo sobre a cidade a candidatar a sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA). 

QUARTO MINGUANTE
Donald Trump e a Rússia
Seja o próprio, seja o filho, sejam conselheiros, a verdade é que há cada vez mais sinais e provas de relações especiais com a Rússia, o que é muito complicado para os EUA. 

LUA NOVA
Lula da Silva e a corrupção
O antigo Presidente do Brasil tem a sua vida cada vez mais complicada com a decisão que foi tomada pelo Juiz Sérgio Moro, que o condenou a nove anos e meio de prisão. 
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