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Pedro Santana Lopes

A prova dos factos

Muito relevante é a declaração do Presidente de que não retira uma única palavra ao seu discurso.

Pedro Santana Lopes 30 de Outubro de 2015 às 00:30
Esta semana houve dois momentos politicamente muito significativos. Em primeiro lugar, o facto de deputados do PCP e do Bloco de Esquerda terem apoiado em Estrasburgo uma deliberação a pedir a revogação do Tratado Orçamental e julgo que também um pedido de apoio para os países que queiram preparar a sua saída do euro. Diga-se o que se disser, não tem nada de abusivo constatar que essa atitude é inconciliável com as afirmações feitas em Portugal, justificando um acordo com o Partido Socialista, que se mantém, naturalmente, firme na defesa do euro e do Tratado Orçamental.

Como seria possível, por exemplo, o PSD e o CDS fazerem um acordo de Governo em Portugal com qualquer partido que andasse a defender em Estrasburgo a nacionalização da banca e dos seguros ou, noutro campo, a expulsão dos emigrantes? Quantas vezes já se censuraram alguns eurodeputados, não estando em causa formações de Governo, por dizerem lá o contrário do que dizem cá os seus partidos? Não há seguramente o PCP 1 e o PCP 2 e o BE A e o BE B. A questão não é irrelevante, é exatamente o contrário, é absolutamente relevante. Esperemos pela solução ou conclusão de tal imbróglio.

Também muito relevante é a declaração do Presidente da República em Roma de que não retira uma única palavra ao discurso que proferiu no Palácio de Belém quando do anúncio da indigitação de Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro.

Podem continuar a fazer-se encenações, jogos de sombras ou jogos de espelhos, mas quer um facto quer outro devem ser considerados, num caso, relevante, e noutro como determinante para o que não se vai passar e/ou para o que vai acontecer em Portugal nas próximas semanas.
Cada vez parece mais provável que a evolução dos acontecimentos venha a desmentir as previsões feitas pela generalidade dos observadores. Repito o que tenho dito sempre: limito-me a constatar factos, porque penso que muitas vezes é suficiente. Estes dois que referi são bem significativos e elucidativos.


Sarmento e Helena Almeida
‘Afinidades Eletivas. Julião Sarmento coleccionador’ é o nome da exposição que pode ser vista no Museu da Eletricidade e na galeria da Fundação Carmona e Costa, Lisboa. São mais de 300 obras de 100 artistas da coleção particular de Julião Sarmento. Também Helena Almeida vê o trabalho exposto em Serralves, sob o tema ‘Helena Almeida: A minha obra é o meu corpo, o meu corpo é a minha obra’. São cinco décadas de pintura, fotografia, vídeo e desenho reunidos numa exposição sobre a importância do corpo e o relacionamento com o espaço.

O que se passa no Chelsea?
O que se passará no Chelsea de Mourinho? Normalmente, quando há uma sequência de maus resultados é porque haverá problemas no balneário. Pode ser coincidência, mas tudo começou a acontecer no clube londrino quando Mourinho afastou a fisioterapeuta Eva Carneiro, depois de esta ter entrado em campo para assistir um jogador lesionado sem a autorização do técnico. Às vezes, são assuntos menores que podem estar na origem de problemas maiores.
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