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Pedro Santana Lopes

Esmerem-se todos

Tudo visto e revisto, no fim de todos estes processos, PSD e PS vão correr riscos.

Pedro Santana Lopes 12 de Maio de 2017 às 00:30
Lisboa, Porto, Sintra e Coimbra. Nestes quatro concelhos vai-se jogar, em boa medida, a leitura política na noite das eleições autárquicas. Com todo o respeito por todos os outros concelhos, quer pela sua dimensão, quer pela evolução política que, em cada um destes quatro, aconteceu nestes últimos anos em termos de poder local, é neles que se deve fazer a leitura principal.

Com o que se passou no Porto, Pedro Passos Coelho pode sentir-se, de certo modo, vingado na sua persistência de o PSD ter uma candidatura autónoma: é que agora em Lisboa e Porto, PSD e PS já podem medir forças de um modo mais verdadeiro. É evidente que Lisboa não é fácil para o PSD, porque o PS é poder e, para lá dos méritos do titular desse poder, é muito difícil ganhar a um presidente de Câmara. Pode acontecer e sei bem do que falo. Mas, as coisas são o que são. Não é nada fácil. Mas no Porto, por exemplo, esta obrigação forçada de o PS ir sozinho a eleições vai obrigá-lo a disputar com dificuldades equivalentes, embora por razões distintas, às que o PSD vai ter. Há um potencial vencedor muito destacado, que é o atual presidente da Câmara, e depois com quanto ficarão os dois principais partidos nacionais?

Em Lisboa, o PS é poder, mas dizia-se que Teresa Leal Coelho podia ficar atrás de Assunção Cristas. Ainda alguém acredita? E se Teresa Leal Coelho tiver, pelo menos, o triplo da votação de Assunção Cristas? E em Sintra? Um independente que tem o apoio do PSD e do CDS ganhará ao PS que é poder? E o mesmo se diga de Coimbra, um não independente, mas um conhecido militante e ex-dirigente do PSD, disputa a Câmara ao atual presidente do PS.

Nestes quatro concelhos há para todos os gostos, embora haja uma desvantagem para o PSD: é que não é poder em nenhum deles, enquanto o PS é em três e isso na noite eleitoral tem que ser devidamente ponderado. Depois, há ainda Oeiras. Com o regresso de Isaltino e a candidatura independente de Paulo Vistas, com quanto ficarão PSD e PS?

Tudo visto e revisto, no fim de todos estes processos eleitorais, PSD e PS vão correr riscos nas autárquicas. Por exemplo, em Lisboa a votação de Fernando Medina irá também ser comparada com a de António Costa há quatro anos e conseguirá a maioria absoluta? E se Rui Moreira no Porto tiver maioria absoluta e o PS não for preciso para governar a cidade, não será isso também complicado?

Portanto, o PSD parte em alguma desvantagem, mas o PS também corre riscos. Política é assim, muitas vezes as coisas não são como pareciam ser. Têm todos que se esmerar.

Um compromisso para o futuro
A Galeria de Exposições Temporárias da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa recebe até setembro a exposição ‘Um Compromisso para o Futuro’, que assinala os 500 anos da primeira edição impressa do Compromisso da Confraria de Misericórdia.

Da exposição fazem parte, entre outras peças, um exemplar da primeira edição impressa do Compromisso e duas pinturas quatrocentistas nunca antes exibidas em Portugal: Opere di Misericordia: Seppelire imorti, pertencente aos Museus do Vaticano, e a Virgen de la Misericordia atribuída ao ‘Maestro de Teruel’, propriedade do Museu de Arte Sacra de Teruel, Espanha.

A exposição integra também um conjunto de fotografias encomendadas a fotógrafos portugueses, que ilustram a modernidade das obras de misericórdia e demonstram a sua importância.

As opções de Jorge Jesus 
Confesso que há opções de Jorge Jesus que não percebo. Cada vez que vejo um jogador como Castaignos em jogo fico confuso. E Jesus já devia ter aprendido que não deve dizer mal dos jogadores. Mas todos sabemos que ele é um grande treinador.

Defendi, há quatro anos, que Luís Filipe Vieira devia manter Jesus. Foi essa a opção e com grandes resultados. Espero que este exemplo não leve Bruno de Carvalho a seguir a opção contrária.

FIGURAS 
Lua Cheia - Salvador Sobral
Passou à final da Eurovisão após uma emotiva e afinada prestação muito elogiada pela imprensa internacional. Mas o mais importante: conseguiu unir o país à volta de uma música. Não é só o futebol que entusiasma.

Quarto Crescente - Francisco Louçã e a dívida
O relatório sobre a dívida pública, apresentado pelo Partido Socialista e pelo Bloco de Esquerda tem o seu dedo na inteligência do caminho da moderação que tem trilhado.

Quarto Minguante - Assunção Cristas
É no mínimo irrealista a proposta da candidata do CDS a Lisboa para a criação de mais 20 estações de Metro. Ideias destas já não convencem os eleitores e só servem para descredibilizar os políticos.

Lua Nova - Donald Trump e o FBI
O despedimento do diretor do FBI está a gerar uma crise política em Washington, que muitos já comparam com o caso Watergate, que levou à queda de Richard Nixon.
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