Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
1
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Pedro Santana Lopes

Uma resposta que se impunha

Nunca o Provedor da Santa Casa da Misericórdia falou com o ministro da Defesa Nacional.

Pedro Santana Lopes 10 de Julho de 2015 às 00:30

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) adquiriu dois imóveis de relevante significado. Um é conhecido por ‘Convento do Coleginho’, que é o antigo Convento de Santo Antão-o-Velho, situado na Mouraria e que foi a primeira sede da Companhia de Jesus no mundo, tendo um significativo relevo patrimonial, sendo na sua forma atual referenciado antes do século XVI. O outro imóvel é a Casa de Saúde Militar da Estrela, que é uma unidade de saúde ainda num considerável estado de conservação, dotada de enorme potencialidade para aquilo que a Santa Casa pretende lá instalar: essencialmente uma grande unidade de cuidados continuados e também paliativos de que a cidade de Lisboa e a região que a circunda tanto carecem.

Essa carência é tanto maior quanto mais evidente vai sendo a necessidade de os hospitais não manterem internamentos de pessoas cuja situação clínica já não o justifica. Ora, dada essa evolução, cada vez há mais pessoas dependentes que as famílias não podem ter a seu cargo e/ou que necessitam de especiais cuidados, continuados ou paliativos, e que não têm praticamente onde ser acolhidas. É uma decisão histórica para a SCML e para aqueles que pretende servir no cumprimento da sua missão. Um jornal matutino noticiava esta aquisição, dizendo, mais ou menos, que Santana Lopes tinha comprado a Aguiar-Branco. Com certeza que a intenção foi boa, mas o resultado não foi rigoroso. Foi a SCML que comprou ao património do Estado e à Defesa Nacional. E em todo esse processo, que durou quase três anos, nunca o Provedor da Santa Casa falou com o ministro da Defesa Nacional.

Podia até ter falado cem vezes, que daí não viria mal algum ao mundo. Mas não, nem uma. Se este sublinhado é feito, não é por se pensar que houve alguma intenção malévola, mas sim porque importa ficar vincada a dimensão institucional desta decisão. Uma decisão que, na história da Santa Casa, sem presunção, se equipara ao que foi o sonho e a obra do Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e, quarenta anos mais tarde, à unidade da Aldeia do Juso, em Cascais, também de cuidados continuados e paliativos.


De Roma para Lisboa
‘De Roma para Lisboa: um álbum para o Rei Magnânimo’ é a nova exposição patente na Galeria de Exposições Temporária do Museu de São Roque, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Esta mostra é organizada em torno do denominado Álbum Weale (designação proveniente do nome do editor inglês John Weale, do século XIX). São 160 folhas com o registo escrito e com os desenhos das encomendas de obras de arte italianas destinadas a Lisboa. Nesta exposição, podem ser vistos desenhos e diversas peças da época, tais como quadros e ourivesaria.

Verdade ou consequência

Estas semanas têm sido férteis em anúncios de contratações. Desde Wolfswinkel (desculpem a minha opinião, mas ainda bem que não ficou…) até Drogba, é um fervilhar de hipóteses. Verdade, verdade é que o Porto vai mais embalado porque já fez duas grandes transferências: Jackson e Danilo. O Benfica parece estar à espera de vender Gaitán e o Sporting um dos jovens da formação, pois a venda de Cédric ainda não chega para o que é preciso.

Ver comentários
}