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Correio da Manhã

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Ricardo Baptista Leite

Sem hesitações

Chamem as forças armadas para estabelecer o comando.

Ricardo Baptista Leite 30 de Janeiro de 2021 às 00:30
Há esperança. Existem vacinas capazes de acabar com a pandemia. Quando a vasta maioria da população estiver imunizada contra a Covid-19, o País e o mundo iniciarão uma nova era de reconstrução a partir das ruínas sociais e económicas resultantes desta guerra sem quartel. Perante esta realidade, o Governo não pode falhar na vacinação dos portugueses.

Se, por um lado, é responsabilidade da indústria farmacêutica garantir a produção e distribuição, é igualmente verdade que, quando as vacinas chegarem a Portugal, tudo tem de estar a postos para as administrar, e de forma célere. Só assim cumpriremos os objetivos primordiais da vacinação: reduzir a mortalidade e transmissibilidade. O desafio é claro.

A Comissão Europeia definiu que 70% da população adulta terá de estar vacinada até início do verão. Ou seja, estamos comprometidos a vacinar, até 21 de junho, cerca de 5,5 milhões de pessoas, o que representa um esforço de aproximadamente 80 000 inoculações por dia (para cumprir 2 doses), contando a partir de hoje. Não existe plano B.

Chamem as forças armadas para estabelecer o comando e controlo que se impõe. Preparem-se centros de vacinação em massa para libertar os centros de saúde de modo a poderem tratar os doentes não Covid, que tanto precisam. Este não é o momento para hesitações.
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