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Ricardo Baptista Leite

Saúde e Liberdade

Se dúvidas houvesse, a pandemia tornou evidente que a saúde é um direito fundamental.

Ricardo Baptista Leite 24 de Abril de 2021 às 00:30
Se dúvidas houvesse, a pandemia tornou evidente que a saúde é um direito fundamental, sem o qual não há crescimento económico, nem desenvolvimento sustentável. Por isso, importa recordar a forma como a revolução dos cravos lançou os alicerces para a construção de um sistema de saúde universal. E, a razão é simples: sem saúde, ninguém é verdadeiramente livre. À chegada da democracia a Portugal, seguiu-se a criação Serviço Nacional de Saúde a partir de 1979 - ano em que a taxa de mortalidade infantil se mantinha em níveis brutalmente elevados. Em média, 39 crianças com menos de um ano de idade morriam, em cada mil das que nasciam. Em 2019, 42 anos depois, este número baixou para menos de 3. Mudanças estruturais que salvaram vidas. Se devemos reconhecer o que o sistema de saúde, e particularmente os seus profissionais, foram capazes de fazer no passado, urge termos agora um espírito reformista virado para o futuro. Os princípios da universalidade no acesso à saúde estão em risco. Não podemos permitir que Portugal passe a ter um sistema de saúde para ricos e outro para pobres. Para o evitar, exigem-se mudanças de mentalidade e de gestão, que reorientem o SNS para a prevenção da doença evitável e para a promoção da saúde e do bem-estar. Só assim se poderá cumprir Abril.
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