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Ricardo Rio

Comandos remotos

Advogar a extinção dos Comandos é irresponsável.

Ricardo Rio 15 de Setembro de 2016 às 01:45
Constatar que no decurso de um exercício de preparação de uma força especial onze militares são conduzidos ao hospital e dois destes acabam por falecer é algo que deve merecer a apreensão geral e um escrutínio rigoroso por parte das instâncias da tutela, sejam estas militares ou civis, incluindo o próprio Governo.

Aproveitar tal circunstância para advogar imediatamente a extinção dos Comandos e procurar desvalorizar o papel que os mesmos podem representar no quadro das valências militares do País é uma total irresponsabilidade, reveladora de uma ligeireza no tratamento de matérias que merecem uma apreciação cuidada que é já timbre de uma certa forma de estar na política.

Mas, pior, é verificar que o próprio Ministério da Defesa poderia embarcar na abordagem populista e pouco rigorosa do Bloco, como derivava do primeiro esclarecimento prestado ao Expresso no passado fim de semana.

A correção efetuada pelo Ministro Azeredo Lopes pode expor dissonâncias internas ao Ministério mas é duplamente tranquilizante: primeiro, porque assegura que estas decisões não são tomadas sem critério; segundo, porque demonstra que o Governo nem sempre decide por comandos remotos.
Ministério da Defesa Azeredo Lopes Governo defesa Comandos
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