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Ricardo Rio

Matar uma PPP

Ao liquidar a PPP e internalizar ativos e passivos, a câmara poupa 80 milhões.

Ricardo Rio 27 de Abril de 2017 às 00:30
Em 2007, na preparação das Eleições Autárquicas seguintes, a maioria socialista da Câmara de Braga resolveu aderir ao modelo em voga das pseudo-parcerias público privadas, através do qual muitas autarquias realizaram obras de vulto a expensas de rendas a pagar pelas gerações vindouras.

Sem discutir sequer o mérito dos investimentos realizados – daquela que ficou nacionalmente conhecida como a ‘Parceria dos Sintéticos’ -, o recurso (então possível) ao endividamento bancário teria acarretado para os cofres municipais um custo inferior em mais de metade dos 6,5 milhões de euros anuais despendidos com rendas pagas através da Parceria.

Os 54 milhões de euros de investimento realizados (em 2 sedes de Junta de Freguesia, 8 pavilhões e 35 campos de futebol) acarretariam um custo global de mais de 160 milhões de euros ao longo de 25 anos.
Ao liquidar a PPP e internalizar ativos e passivos, a Câmara de Braga poupa mais de 80 milhões de euros, o equivalente a um orçamento anual do município sem contar com os fundos comunitários.

E é por isso que se pode dizer, sem hesitação, que esta é a medida do mandato e a afirmação de um modelo de gestão que faz futuro em vez de o condicionar.
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