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Ricardo Rio

Nem raro, nem comum

Não faltarão instituições com gestores que utilizam IPSS em benefício próprio.

Ricardo Rio 13 de Dezembro de 2017 às 00:30
Só com grande hipocrisia é que se pode afirmar, ou pensar sequer, que o repugnante caso da Raríssimas – a ser verdade tudo quanto consta da reportagem divulgada pela TVI - é uma situação totalmente isolada no contexto das instituições de solidariedade social.

Em muitos contextos, uns com maior projeção e meios, outros em situações mais recônditas do Portugal profundo, não faltarão instituições com gestores que utilizam meios de IPSS em benefício próprio, seja no plano material ou com vista a obter vantagens em contextos sociais ou políticos.

Nalguns casos, sem especial prejuízo para o cumprimento da missão que lhes foi confiada e até contratualizada pelo Estado. Noutros, com clara degradação do serviço prestado aos utentes das valências administradas.

Em qualquer das circunstâncias, o cidadão comum só pode e deve ter uma expectativa: que o Estado acompanhará escrupulosamente o desenvolvimento das atividades das entidades que financia e investigará de forma pronta e consequente quaisquer denúncias que versem essas matérias.

A partir daqui, aproveitar qualquer destas circunstâncias que emerja para a opinião pública para promover generalizações despropositadas ou para desvalorizar o contributo da vasta rede de IPSS que cobre o território e as franjas mais carenciadas da população roça o despudor.

Por mais que custe aos que gostariam de estatizar a solidariedade social, é graças a estas IPSS que milhares de idosos, crianças, jovens e cidadãos portadores de deficiência recebem um apoio continuado, capaz de lhes conferir maior dignidade e qualidade de vida.

E, para tal sucesso, muito contribui a conduta abnegada, competente, voluntária e tantas vezes em prejuízo próprio dos milhares de dirigentes das IPSS, que maximizam o alcance de cada euro público que conquistam.
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