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Ricardo Tavares

A espinha dorsal dos árbitros FIFA

Fontelas Gomes é brincalhão: diz que a arbitragem se afirma no Qatar.

Ricardo Tavares 18 de Fevereiro de 2017 às 00:30
Artur Soares Dias e Jorge Sousa não dirigem este fim de semana jogos da I e II ligas. Entraram na ‘jarra’? Não. Estão lesionados? Também não. Há árbitros de grande qualidade em excesso? Nem pensar; antes pelo contrário.

Ao invés dos jogadores e dos treinadores, a arbitragem portuguesa carece, há muito, de excelência. Não tem, mas parece, considerando a decisão do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de dispensar os dois melhores árbitros para apitarem no Médio Oriente.

Posso entender o gesto simpático da FPF para com as congéneres do Médio Oriente e percebo, muito bem, claro, que o Conselho de Arbitragem (CA) permita aos dois juízes ganhar mais umas massas. Mas não compreendo as declarações do presidente do CA, para quem os convites são sinónimo de "reconhecimento do bom trabalho dos nossos árbitros", inserindo-se num desígnio de "afirmação da arbitragem portuguesa no plano internacional". Afirmação no Médio Oriente?! Se fosse em Espanha, Inglaterra, Alemanha ou mesmo na Grécia, sim.

Na Arábia Saudita e no Qatar – onde, palavra de honra, se lá estivesse, preferiria assistir através da TV às corridas de camelos, bem mais espetaculares, que foi o que fiz nos Emirados Árabes Unidos – é que não, de certeza. Só falta ao brincalhão Fontelas Gomes prometer que a espinha dorsal do conjunto de árbitros internacionais da FIFA será portuguesa...
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