Barra Cofina

Correio da Manhã

Colunistas
8
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Ricardo Valadas

Publicidade

Figuras públicas capitularam devido à intervenção da imprensa.

Ricardo Valadas 22 de Janeiro de 2017 às 00:30
Recentemente, numa das muitas viagens de automóvel com um amigo e companheiro de profissão, discutíamos a atualidade da imprensa e dos media, assim como a forma como estes influenciam o estado de espírito das pessoas, a sua segurança e consequentemente a sua capacidade produtiva.

Em Portugal – felizmente - a imprensa possui um papel destacado na sociedade, tão relevante que algumas figuras públicas, outrora proeminentes do nosso país, capitularam devido a essa intervenção. Noutras latitudes, Trump o defensor da frase "não há má publicidade", renasceu como a fénix para se tornar Presidente dos EUA, após a sua participação num programa televisivo.

Nos últimos anos, alguma imprensa, encaminhou a sua estratégia de comunicação, pela exposição pública a todas as horas do dia, de temas associados à criminalidade, criando em alguns cidadãos, a falsa ideia de insegurança e a necessidade de a "recuperar a todo o custo".

É perigoso que ao abrigo da prevenção e da liberdade de "informar", esses operadores de comunicação alimentem os defensores da criação no nosso país de um modelo policial securitário, onde a Justiça e a liberdade nunca poderão ter um espaço adequado.

Sem Justiça não haverá liberdade e a liberdade… dá-me jeito.
Portugal Trump Presidente dos EUA questões sociais política economia negócios e finanças
Ver comentários