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Rui Hortelão

Heresias políticas

Políticos hereges? Está tudo no dicionário.

Rui Hortelão 21 de Setembro de 2015 às 00:30
António Costa assumiu com frontalidade que não viabilizará o próximo orçamento se continuar na oposição após as eleições. "Nem há acordo possível entre o PS e a coligação de direita." Pedro Passos Coelho aproveitou a opção de lobo do adversário para se fazer de cordeiro. Mas também rejeita qualquer acordo com os socialistas.

A apologia da discórdia é sempre justificada como estratégia de campanha para captar votos, mas o passado mostra que o desacordo se mantém, quase sempre, como a regra depois da ida às urnas. E que os governos passam a vida a refazer o que está feito e a fazer diferente só por fazer. Jerónimo de Sousa disse até que os portugueses "estão lá interessados na estabilidade governativa... querem é estabilidade para as suas vidas". Como se uma pudesse existir sem a outra. Vale tudo para semear divisões.

Segundo os dicionários, heresia pode ser "divergência de doutrina religiosa", "blasfémia" ou "opinião diferente às ideias recebidas". Mas a dos nossos políticos encaixa melhor na quarta definição apresentada: "disparate; absurdo; contrassenso".
António Costa PS Pedro Passos Coelho Jerónimo de Sousa eleições legislativas
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