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Rui Hortelão

Falar a direito

Os bons exemplos de Soares dos Santos e Rui Moreira.

Rui Hortelão 19 de Janeiro de 2015 às 00:30

Durante o Estado Novo não se podia dizer quase nada. A seguir ao 25 de Abril desatou-se a dizer tudo – de Portugal até que era "um manicómio em autogestão". O bloco central recuperou o politicamente correto, ainda hoje lei. Felizmente, de vez em quando, há exceções que falam a direito. E numa semana foram logo duas. Alexandre Soares dos Santos: "Uma vez apareci num armazém à meia-noite (...) Era o forrobodó total (...), jogava-se à bola com couves. Vim-me embora e julgavam que não voltava, mas às sete da manhã estava lá outra vez. Foi tudo para a rua, a começar pelo diretor." Rui Moreira: "Acabámos de saber (estupefactos) por um Secretário de Estado que o crescimento do turismo no Porto não se deve nem à política de promoção que a cidade tem feito, nem ao extraordinário trabalho que os portuenses (empresários e cidadãos) têm feito (...) Estão a vê-lo? Reconhecem-no? Chama-se Adolfo Mesquita Nunes... Palavras para quê, é um artista português." Concordando ou discordando, a falar (e a fazer) com esta frontalidade seríamos certamente outro Portugal. 

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