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Rui Hortelão

O IMI não é para todos

Ideologia da conveniência partidária prevalece sempre.

Rui Hortelão 29 de Agosto de 2016 às 01:45
O Governo fez o que todos os seus mais recentes antecessores têm feito e encontrou mais uma forma de aumentar a receita fiscal.

Desta vez, é a exposição solar e as vistas das casas que agravam ou desagravam o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Mas, mais uma vez, essa nem é a questão central.

O grave é este imposto ser novamente alterado e as isenções manterem-se intocáveis. Como é que é possível que famílias de rendimentos reduzidos e as PME tenham de pagar IMI e os estádios de futebol, os sindicatos, as associações patronais, as instituições privadas de solidariedade social e, claro, os partidos políticos continuem isentos?

Só os cinco maiores partidos – com o PCP à cabeça – eram, em 2014, proprietários de 27,3 milhões de euros, o que representaria cerca de um milhão de euros de receita fiscal para o Estado.

Se tempo houve em que estes perdões até poderão ter feito algum sentido, hoje são contradições demagógicas gritantes que apenas descredibilizam a democracia aos olhos dos cidadãos. E, no caso dos partidos, é ainda mais uma demonstração evidente de que a ideologia da conveniência está acima de qualquer outra.
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