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Correio da Manhã

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Rui Hortelão

Os reis da silly season

Grau de ridículo já justifica outro nome.

Rui Hortelão 10 de Agosto de 2015 às 00:30
Quando os parlamentos fecham, os campeonatos acabam e as fontes jornalísticas vão a banhos, os media ficam mais ligeiros. Os britânicos convencionaram chamar silly season a este período, mas o fenómeno é global: Espanha tem a serpente de verão; na Alemanha, há o buraco das notícias; na Suécia, a seca de notícias; e noutros países chamam-lhe notícias do pepino. Em Portugal, adotou-se silly season, à letra época palerma, que por cá ganha escala. O PS apostou em cartazes de gosto duvidoso e afastou o autor, substituindo-os por outros, melhores na forma mas mentirosos no conteúdo. Mas os socialistas têm a concorrência séria de Castanheira de Barros, que é candidato presidencial e já tentou ser líder do PSD. Em vez de cartazes, o advogado apostou em panfletos. Distribuiu mais de 40 mil pelo país, até perceber que em vez do programa político, os papéis publicitavam colchões e almofadas. Começa a impor-se encontrar outra expressão para silly season, o grau de ridículo é tão elevado que já justifica um nome que junte palermas, serpentes, buracos, secas e pepinos.
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