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Rui Moreira

As sondagens enganadoras

Eleições norte-americanas voltaram a demonstrar que as sondagens são extremamente falíveis.

Rui Moreira 13 de Novembro de 2016 às 00:30
Depois do Brexit, as eleições americanas voltaram a demonstrar que as sondagens são, atualmente, extremamente falíveis. Admitindo que os estudos são sérios, o que não é sempre o caso, porque haverá sondagens "à medida do freguês", será que o problema só pode residir na fraca qualidade da amostra?

Invoca-se, com alguma razão, que construir uma amostra credível é hoje muito mais difícil do que há décadas. Nessa altura, a utilização do telefone fixo era a regra. O telefone garantia, pela sua localização fixa, um mix de eleitores relevante e credível. Hoje, esse instrumento é menos utilizado, deixou de ser universal. Não me parece que essa explicação justifique, ainda assim, tantos e tão significativos desvios. Até porque, hoje em dia, mesmo as sondagens com voto presencial e "à boca da urna" falham.

Uma outra teoria baseia-se no comportamento mais errático e volátil dos inquiridos.

Claro que há quem, por esta ou aquela razão, não diga a verdade quando é inquirido sobre o sentido do seu voto ou quem mude de opinião entre o momento em que é auscultado e o momento em que vota, mas será sempre uma minoria pouco significativa.

Mais provável é que as diferenças registadas se situem no comportamento da abstenção. Ou seja, os eleitores que se sentem empenhados, ou acossados, são aqueles que menos se abstêm. Acredito que foi esse o caso no Porto, em 2013, em que apenas na última semana surgiu uma, entre várias sondagens, que indicava uma vantagem ligeira da minha candidatura, ainda assim encostada à margem de erro. E nada tendo sucedido de muito relevante, tive, no final, uma votação quase equivalente à soma das duas candidaturas de PS e PSD.

Mas veja-se o que sucedeu nos Estados Unidos. Donald Trump teve um número de votos quase igual aos de McCain e Romney em 2008 e 2012. Ou seja, 60 milhões. Hillary Clinton teve menos 10 milhões e menos seis milhões de votos do que Obama nessas duas eleições. Ou seja, Donald Trump atraiu às urnas todos os republicanos, talvez instados pela propaganda negativa dos media que os trataram como iliteratos, mas houve muitos democratas que, por falta de empenho, ficaram em casa. E isso poderá ter traído as sondagens.

Notícias em www.porto.pt
A Câmara do Porto lançou, no início de 2015, um portal de notícias chamado ‘Porto.pt’, que, não pretendendo substituir ou concorrer com a comunicação social formal, procura colmatar uma lacuna que existe na informação local no Porto. Até agora, as notícias que diariamente publica e que podem tanto ter origem na própria Câmara como nos pedidos de divulgação que são enviados por instituições da cidade, sejam ou não apoiadas pela autarquia, eram apenas em português. Mas, a partir desta semana, muitas delas passaram a estar também redigidas em inglês, dando assim informação diária da atualidade da cidade numa língua mais universal. É a primeira vez que isso acontece, pois nunca o Porto tinha tido um serviço deste género. O endereço é www.porto.pt.

Mais investimento no Porto
Foi uma semana rica em boas notícias para o investimento, com várias empresas a anunciarem que se querem fixar ou expandir no Porto. Dois exemplos mereceram muitos comentários no Facebook. Na sexta-feira foi apresentada uma nova marca de Hostels que pretende ser líder mundial no setor e que aposta na qualidade. A BlueSock pertence ao grupo espanhol Carris, que tem investido em reabilitação urbana e no setor do turismo de elevada qualidade. No mesmo dia, o Porto viu a tecnológica Blip apostar na zona oriental da cidade, investindo no emprego, na reabilitação e na inovação. Mas entre os aplausos há sempre os "Velhos do Restelo", que receiam a "invasão". Não receiem, o Porto sabe como lidar com o mundo.
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