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Rui Moreira

Estacionados

Pagar estacionamento é justo numa cidade como o Porto, motivando a rotatividade e encorajando o uso do transporte público.

Rui Moreira 6 de Setembro de 2015 às 00:30
Segundo um estudo realizado pela Câmara do Porto e sustentado nos Censos de 2011, entram e estacionam diariamente na cidade quase 70 mil veículos. Transportam moradores de outros municípios que trabalham no Porto ou cidadãos que procuram serviços que não existem nos seus concelhos. Em sentido contrário, saem apenas cerca de dez mil veículos diariamente. Estes números não contabilizam os mais de 200 mil que atravessam diariamente a cidade, em grande parte através da VCI.

Estes veículos são responsáveis por um enorme desgaste da via pública e pela ocupação permanente de estacionamentos à superfície, criando pressão, consumo e poluição. Contudo, pagam o IUC nos seus municípios, que arrecadam a receita, sem que sofram a mesma pressão. Pode dizer-se que o Porto pode beneficiar economicamente desta sua centralidade, que atrai gente de todo o lado. Mas também é verdade que o principal imposto decorrente da atividade económica que motiva estes movimentos pendulares – o IVA – não reverte para o município.

O pagamento do estacionamento é, por isso, uma medida especialmente justa numa cidade como o Porto, motivando a rotatividade e encorajando os que vêm de fora a usarem o transporte público. E é, também, uma fonte de receita, para que a Câmara possa cuidar melhor da via pública. Mas este sistema só é justo se quem estaciona se sinta fiscalizado e pague. Ora a Câmara não possui meios de fiscalização suficientes, nem pode, por lei, contratá-los.

A solução da concessão a privados, esta semana fechada pela Câmara, é por isso uma excelente notícia. Com ela, não apenas garante uma receita muito importante para cuidar melhor da via pública, como liberta os seus meios para ações de fiscalização noutras áreas, nomeadamente no estacionamento abusivo fora dos parcómetros. E descansem os moradores do Porto. Para esses, continuará a haver preços muito reduzidos de estacionamento que, previamente, foram blindados pelo município e não podem ser aumentados pelo concessionário.


Um passeio de Balão
Os jardins do Palácio de Cristal fazem 150 anos, e nada melhor do que a Feira do Livro do Porto, que ali decorre durante as próximas três semanas, para assinalar a efeméride. Entre as atividades programadas nesse âmbito estão viagens em balão de ar quente, recordando-se, assim, o lançamento, naquele mesmo local, em 1983, de um balão, pelas mãos do aeronauta francês Emilien Castnet. O de então perdeu-se no mar, o de hoje é seguro e proporciona-lhe uma vista original do Porto.

Francesinha
A imagem de uma francesinha prestes a ser comida gerou esta semana um número inusitado de gostos, partilhas e comentários na minha página de Facebook. A gastronomia continua a ser um fator cultural extremamente importante e agregador e, na cidade do Porto, a francesinha, que nem é um prato assim tão antigo, entrou em definitivo no domínio dos produtos com enorme potencial promocional e mesmo turístico, fazendo já hoje parte da marca "Porto". Atualmente, começamos a poder comer francesinhas em qualquer lugar do país, mas, de facto, só no Porto é que sabem mesmo bem.
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