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Rui Zink

A vossa euforia é merecida

Quando uma equipa ganha o mérito é sempre do treinador.

Rui Zink 12 de Maio de 2021 às 00:30
Estou tão contente com a vitória do Sporting que devia ser considerado lagarto, perdão, leão honorário. Um ciclo de jejum foi quebrado, e isso é bom para o futebol. Nos últimos anos o Sporting parecia estar tomado por uma maldição, porque mesmo quando jogava bem as pernas tremiam-lhe ao chegar do natal. Ou então falhava apesar de merecer, como no primeiro ano com Jorge Jesus, na fase ainda ascendente de um jovem líder que gostava em demasia de, como diz o Manuel Serrão, ser presidente-adepto. Sim, sou dos que acham que na época 2015-16 o Sporting foi prejudicado. Nem se trata da velha história do ‘árbitro ladrão’. Acontece é que, no futebol como nos tribunais, juízes e árbitros são pessoas e respiram o ar do tempo. É natural a mesa inclinar para o lado de quem tem mais poder (a ser corrupção, é subconsciente), é natural estar do lado de quem ganha, é natural em caso de dúvida as nossas simpatias escondidas (das quais nem sempre temos noção) virem ao de cima. Lembro-me bem das vezes em que Portugal foi prejudicado ao jogar com equipas tradicionalmente mais fortes, e ainda hoje tenho entalados na garganta dois golos copiados a esquadro em que um jogador alemão (Ballack) foi durante quase trinta metros de braço esticado a afastar o nosso frustrado defesa, que não desistia por medo de (e com razão) o árbitro não marcar a óbvia falta.

Quando uma equipa ganha, o mérito é sempre do treinador. Não é ele quem joga, mas é o que fica mais simbolicamente ligado tanto à derrota como à vitória. Este é o ano do estrondoso espalhanço de Jesus, nem tanto de Sérgio Conceição, pelo percurso na Liga dos Campeões. E é o ano da consagração do promissor Rúben Amorim. A quem uma ‘tecnicalidade’ quase tramou (por lhe faltar uma cadeira no curso, salvo erro), o que só torna ainda mais saborosa a sua consagração: já não é só o melhor treinador do mês, é o melhor treinador, ponto. E, num ano em que Mourinho, Jesus e Ronaldo desabam do pedestal, o verde Amorim é a nova promessa – auguro-lhe carreira internacional, e ainda somos capazes de o ver a treinar o confrade Bruno Fernandes.

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