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Teófilo Santiago

Medo

Medos que atrofiam, tolhem e se transformam em doença.

Teófilo Santiago 23 de Outubro de 2015 às 00:30
O medo é uma coisa terrível! Não o medo a que se referia o velho duque de Alba quando, em Guadalupe, segundo o que se conta, em resposta à impertinência suicida do jovem rei D. Sebastião que, de dedo espetado pretendendo exibir o seu destemor, lhe perguntou de que cor era o medo, terá respondido com a sabedoria que só a vida dá: "há quem diga que é da cor da prudência".

Não! Os medos aqui chamados são aqueles que se vêm apoderando de grande parte da sociedade, os que atrofiam, tolhem, angustiam e se transformam em doença, tornando as vidas num inferno, despertando os instintos mais básicos e primários.

Vive-se com medo do futuro incerto, medo de dizer e escrever, medo de não agradar a quem no momento manda, medo de perder o emprego, de envelhecer, medo de...viver!

Algo impensável há não muito tempo atrás em que se julgava que isso eram coisas enterradas. Pior é que se vão multiplicando, por aí, criaturas que se alimentam e medram, abusando destes medos que escravizam. É aqui que a Justiça não se pode esconder e, quando convocada, deve mostrar que... "ainda há Juízes em Berlim".
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