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Teófilo Santiago

Sinais

Os responsáveis políticos estão mais preocupados em 'fazer de conta'.

Teófilo Santiago 4 de Novembro de 2016 às 01:45
Só por singeleza ou distração conveniente se pode dissociar a crise e os múltiplos casos indecorosos – não apenas criminais – que envolvem cidadãos com responsabilidades na vida pública da frequência e gravidade crescente de desrespeito e agressões que têm como alvo agentes do Estado – sobretudo polícias.

Realidade e casos que vêm provocando um desgaste indisfarçável nas instituições, na autoridade do Estado e dos seus agentes que diariamente lidam com situações de conflitualidade.

Factos que alguns segmentos da sociedade e opinadores desvalorizam ou ignoram, centrando a sua atenção crítica – por vezes com uma agressividade a roçar a ferocidade – em hipotéticos erros ou falhas que alegam existir na resposta por parte daqueles a quem a sociedade confia a manutenção da tranquilidade, a perseguição e a penalização dos criminosos.

Comportamentos irresponsáveis que penalizam e desmoralizam profissionais sérios e abnegados e encorajam energúmenos a atos de desrespeito e desafio à autoridade legítima, situação insuportável num Estado de Direito.

Isto perante o alheamento dos responsáveis políticos, mais preocupados em "fazer de conta" do que em reconhecer e reagir aos sinais de alarme. O preço a pagar poderá vir a ser bem alto!
polícias criminalidade
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