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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Manuel Catarino

1, 2, 3

No concurso ‘1, 2, 3’ vendia ilusões, manipulava concorrentes, entretinha, cativava. Carlos Cruz ainda domina a arte. Ponham-lhe uma câmara de televisão à frente – e ele sabe o que fazer: compreende-se o que pretende.

Manuel Catarino 9 de Setembro de 2010 às 00:30

Condenado pelo tribunal da justiça, quer ser absolvido pelo grande júri da opinião pública. Os estados de alma, as convicções baseadas em nada, o que pensam amigos e admiradores, as lágrimas, o teatro, o espalhafato e a gritaria – contra a decisão dos juízes que apreciaram provas e ouviram testemunhas – faz parte do jogo. Não é de agora. Sempre foi assim. Só é novo o comportamento do bastonário da Ordem dos Advogados. Marinho Pinto não aponta o que está mal na Justiça. Prefere arrastá-la na lama. Não levanta voz firme e esclarecedora contra desmandos de alguns juízes. Insulta-os. Não critica as leis menos afinadas. Escarnece delas.

Os advogados, incendiados pelo bastonário, gritam cada vez mais alto à porta dos tribunais: lançam suspeitas, enxovalham, perdem a compostura. O espectáculo é desolador. E sabem de quem é a culpa? É dos magistrados, que se põem a jeito – como a juíza Ana Peres: a incapacidade revelada para concluir o acórdão é realmente um escândalo.

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